Itália detém suposto capitão de barco que naufragou em Lampedusa
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Tunisiano de 35 anos foi levado sob custódia para Agrigento, na Sicília; número de mortos sobe para 275

A Itália deteve nesta terça-feira (8) um tunisiano de 35 anos suspeito de ser o capitão do barco levava imigrantes e naufragou perto da ilha de Lampedusa. As equipes de resgate recuperaram dezenas de corpos dos destroços da embarcação, aumentando o número de mortos para 275.
Equipes da Guarda Costeira italiana recuperam um corpo em seu bote na ilha de Lampedusa
Apenas 155 imigrantes, a maior parte deles se não todos da Eritreia, sobreviveram ao naufrágio de quinta-feira. Os sobreviventes afirmaram que cerca de 500 africanos buscando asilo na Europa estavam no barco.
Milhares de imigrantes da África e do Oriente Médio tentam atravessar o Mar Mediterrâneo todos os anos, buscando uma vida melhor na Europa, mas a viagem é sempre feita de maneira precária e perigosa.
O naufrágio de quinta-feira foi um dos mais mortais desastres envolvendo imigrantes no Mediterrâneo. Houve registros no passado de imigrantes desaparecidos, como um barco com 300 que sumiu em 2011, mas a maior parte dos corpos nunca foi encontrada.
Procuradores em Agrigento, na Sicília, informaram que detiveram um suspeito da Tunísia, que foi transferido de Lampedusa para Argrigento sob custódia policial em uma balsa. Ele enfrenta acusações de participar da imigração ilegal além de homicídio.
Na sexta-feira: Mau tempo impede operações de busca após naufrágio
O capitão da Guarda Costeira, Filippo Marini, disse que 43 corpos foram recuperados de dentro do casco do navio, enquanto um outro corpo foi encontrado por um helicóptero boiando perto dos destroços, antes de a operação ter sido suspensa por causa da escuridão.
Um número desproporcional de mortos são mulheres: até agora, os corpos de 81 mulheres foram recuperados, enquanto apenas seis dos sobreviventes eram do sexo feminino. Oito mortos eram crianças.
"Dentro da embarcação, estamos encontrando mais mulheres do que homens", disse à TV Sky TG24 Gianni Dessi, uma autoridade da Guarda Costeira que coordena o trabalho dos mergulhadores. "Torcemos para que não, mas devemos encontrar mais crianças."
Ele disse que as cenas vistas dentro da embarcação são duras para os mergulhadores, mas que "manter sangue frio é uma qualidade que ajuda nas operações". Os sobreviventes estavam ajudando a identificar os corpos, a maior parte deles através de fotografias. Em alguns casos, mergulhadores também recuperaram documentos.
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