sábado, 12 de outubro de 2013

Impressoras dão sobrevida às lan houses

Para complementar a receita obtida com o serviço de internet, empreendedores transformam suas lojas em pequenas papelarias de conveniência


Fernanda Carvalho, atendente da lan house Live na comunidade de ParaisópoliS, em São Paulo: três impressoras e 30% do movimento inicial em cinco anos

Impressão de fotos digitais, digitação de currículo, consulta de restrição de crédito no Serviço de Proteção ao Crédio (SPC) e no Serasa, digitalização de documentos, cópia de arquivos para CD, envio de fax, conversão de vídeos, impressão de documentos e segunda via de contas. E também acesso à internet.
Esse é o chamariz da Discovery Net, uma lan house no bairro Cangaíba, na zona leste de São Paulo. O proprietário, Fernando Lopes Rodrigues, de 52 anos, é categórico: hoje 60% do faturamento da lan vem de impressão, e 40% de jogos. Antes, era o inverso. 
Mesmo com a transformação, o pequeno empresário conta que perdeu 30% do faturamento nos últimos anos. Rodrigues, que antes realizava dois "corujões" por semana, ou seja, virava a noite na loja para que 40 clientes pudessem jogar online em grupo por preço fixo, hoje promove apenas um no sábado, frequentado por 15 pessoas. "Na época da 'febre', a lan lotava e conseguia vender 400 cachorros quentes durante dois dias inteiros". Hoje, conta, até o consumo de alimentos diminuiu. "O pessoal vem com dinheiro contadinho". 
O aluguel subiu, a conta de energia elétrica também, e em cinco anos Rodrigues diz ter aumentado apenas R$ 0,50 a hora de navegação na rede. O que vem dando fôlego para o negócio, além dos serviços rápidos, é a tarifa de luz, que foi reduzida, e agora a instalação de rede de fibra óptica na região, mirando a Copa do Mundo de 2014. "Vou ter internet mais rápida por custo menor. Porque, você sabe, os clientes estão exigentes. Tem gente que senta aqui e quer que abre tudo na hora".

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