segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Em terra de congestionamento, PCX 150 é rei

Com tecnologia de sobra, preço competitivo e visual moderno, o novo scooter da Honda é uma ótima opção para escapar do trânsito com estilo

Karina Simões | 7/10/2013 09:00
Luciano Falconi
A motoquinha é pura diversão e muito prática para circular na cidade
1 / 20
Como repórter automotiva já dirigi diversos modelos de automóveis, carrões esportivos, máquinas com mais de 500 cv, entre outros tipos chamativos e desejados por muita gente. No entanto, nunca fui tão abordada por curiosos pedindo informações sobre o veículo como aconteceu enquanto eu avaliava o scooter PCX 150, lançado pela Honda em junho deste ano.
O que explica o interesse das pessoas na motinho é que o scooter passou a ser visto como uma alternativa de meio de transporte individual, especialmente nas grandes cidades como São Paulo, onde o trânsito é caótico. Enquanto na Europa, a ideia já é muito difundida, no Brasil isso está apenas começando e, ao que tudo indica, o PCX chegou ao mercado para dominar o segmento. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), em seu primeiro mês de vendas - , foram comercializadas 1.412 unidades. O que explica todo esse sucesso é que o PCX 150 não é um scooter qualquer, definitivamente.
Além do visual moderno com amplo conjunto ótico, uma das principais novidades é o sistema de start-stop, batizado pela Honda de Idling Stop System, que desliga o motor após três segundos parado. Para ligá-lo novamente, basta acionar o acelerador e a ignição é imediata. Muitos carros modernos já contam com este sistema, que auxilia a reduzir o consumo de combustível, mas em uma motocicleta é a primeira vez. Caso canse de ver sua moto “morrer” a cada parada no semáforo, o sistema pode ser desligado ao toque de um botão, no entanto, a partida é tão silenciosa que não chega a incomodar.  
O motor de 150 cm³, arrefecido a líquido, gera 13,6 cv a 8.500 rpm, e torque máximo de 1,41 kgf.m a 5.250 rpm. Alimentado por injeção eletrônica, o propulsor mostrou desenvoltura e agilidade para empurrar os 124 kg da motocicleta sem esforço. Além da boas retomadas nas acelerações, o scooter encarou facilmente as vias expressas - com velocidade na casa dos 100 km/h –  a velocidade máxima é limitada em 120km/h.
Além disso, o câmbio de transmissão automática CVT (V-Matic) traz um sistema interessante conhecido como ESP (Enhanced Power Smart). Quando o condutor mantém a velocidade, a relação é alongada, fazendo com que o giro do motor caia e a velocidade seja mantida. Segundo o fabricante, este sistema também proporciona economia de combustível. Embora o fabricante não divulgue dados oficiais de consumo, estima-se que o PCX supere os 40 quilômetros por litro.
Tecnologia de sobra
Além das novidades, o PCX conta ainda com o CBS (Combined Brake System), que permite o acionamento simultâneo dos freios. Quando acionamos o manete direito, 70% do freio traseiro e 30% do dianteiro são acionados de forma combinada. Porém, ao acionar o manete esquerdo, o freio atua apenas na roda dianteira. O conjunto é bem eficiente e ainda faz com que não ocorra o travamento total da roda traseira, oferecendo mais segurança ao piloto.
Outro item que também contribui com a segurança, principalmente de quem encara diariamente nossas ruas esburacadas são as rodas aro 14 – a maioria das concorrentes utiliza rodas aro 10 ou 12.
Conforto
A posição de dirigir surpreende pelo conforto. O PCX diferencia-se dos demais scooters pela posição mais baixa do guidão e também pela posição para as pernas, que assemelha-se a de uma moto convencional. O banco possui encosto lombar, o que estranhei a primeira vista, mas bastou ficar algum tempo em cima da moto para mudar de opinião. Além disso, o encosto faz com que o piloto fique acomodado na posição ideal e não escorregue para trás. 
Um ponto que poderia ser melhorado é o espaço sob o banco, bem limitado. Quem está acostumado com os 35 litros que o Honda Lead oferece vai estranhar os 25 litros do PCX, que mal permite guardar um capacete. No entanto, a marca japonesa utilizou-se de outros artifícios para agradar o consumidor como um pequeno porta objetos no escudo frontal e um prático botão do lado direito que abre assento e o bocal de combustível, que fica localizado no túnel central. Além disso, como nos demais modelos da Honda, a ignição pode ter o miolo fechado para evitar furtos. Outra sacada da Honda foi colocar no PCX um descanso lateral como item de série e não só o cavalete central, como acontece com o Lead.
Já o painel de instrumentos é bonito e conta com velocímetro analógico, hodômetro total e marcador de combustível digital.
Quanto vale?
Com tantas inovações e um valor mais que atraente – o preço sugerido é de R$ 7.990 (valor que não inclui despesas com frete) – não tinha como o PCX não ser um sucesso de vendas. No entanto, devido a alta demanda, grande parte dos concessionários estão comercializando a motinho com um ágio que chega a ultrapassar 10%. Uma pena.
Fugindo do trânsito com estilo
Depois mais de uma semana rodando com o PCX foi difícil encarar a rotina da cidade sem ele. Além de muito prática para uso urbano e de ter uma pilotagem confortável, a motoquinha é super divertida. De fato, o PCX 150 é uma opção interessante para quem quer fugir do trânsito com estilo, além de ser uma ótima maneira para quem pensa em ingressar no universo das duas rodas.

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