Câmara seleciona apps em maratona hacker de transparência

Hackathon selecionou 55 dos 99 projetos apresentados Foto: Divulgação
Hackathon selecionou 55 dos 99 projetos apresentados
Foto: Divulgação
A comissão organizadora da maratona hacker (hackathon) da Câmara dos Deputados selecionou 50 de 99 sugestões de aplicativos para aumentar a transparência na divulgação do trabalho parlamentar e colaborar para a compreensão do processo legislativo. As ideias foram enviadas por 183 programadores e desenvolvedores de todo País para a iniciativa, que faz parte das comemorações dos 25 anos da Constituição Federal.
A fase final do concurso ocorrerá de 29 de outubro a 1° de novembro, em um ambiente hacker dentro do prédio da Câmara, com internet de alta velocidade e projetores multimídia. Uma comissão avaliadora formada por um parlamentar, técnicos da Casa e representantes da sociedade vai escolher os três vencedores, que receberão, cada um, R$ 5 mil de prêmio com patrocínio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis).
Transparência 2.0
O hackathon faz parte de uma nova fase de transparência, decorrente da recente Lei do Acesso à Informação (12.527/2011), a chamada transparência 2.0. O formato estimula o desenvolvimento de aplicativos que sejam por si mesmos implementáveis, ou seja, não dependam de nenhuma integração com os sistemas tecnológicos da Câmara.
​Entre os aplicativos selecionados estão um mapa da seca no Brasil para monitoramento pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara e outro para acompanhar a atuação parlamentar da bancada feminina com projetos e votações. A maioria das sugestões trata da transparência do processo legislativo e para mostrar de uma forma mais clara a atuação parlamentar em geral.
O cientista da computação Fabrício Nascimento, 26 anos, se uniu a dois amigos para criar um jogo virtual para mostrar a rotina parlamentar de uma maneira lúdica. "Porque a gente não faz um jogo? Um jogo ia ser legal, as pessoas iam se divertir, passar de nível, ia ser uma brincadeira que por trás tem aquele conhecimento que a gente quer que as pessoas tenham", explicou. Ele teve a ideia ao acompanhar as discussões em redes sociais dos protestos de junho.
No jogo, as pessoas serão deputados e ganharão pontos por discussões e votações feitas, além de convidar amigos. As propostas discutidas pelo jogo online seriam as mesmas em debate no Congresso e os jogadores poderiam discutir sobre as propostas como em um fórum.
Dar o exemplo
O coordenador da comissão organizadora Hackathon, Cristiano Ferri, espera que a iniciativa estimule outros órgãos públicos a fazer ações semelhantes. "Queremos estimular os órgãos públicos e outros parlamentos a convidar essa sociedade de inovadores que está querendo mudança, que está querendo uma nova visão de parlamento, um parlamento mais aberto e participativo", afirmou.
Dia 8 de novembro é a data limite para os ganhadores apresentarem a versão final de seus aplicativos. Segundo Ferri, os vencedores receberão o prêmio do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em dezembro.
Agência Câmara