Beira-Rio: Valcke diz que visitas servem para criar pressão e exime Fifa por legado
Em visita da Fifa a Porto Alegre, secretário geral da entidade reconhece que muitas obras estarão inacabadas na Copa

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse nesta segunda-feira em Porto Alegre, deois de vistoria ao Estádio do Beira-Rio, que as visitas que são realizadas tem o objetivo de exercer "certa pressão de que estamos acompanhando, que não estamos de braços cruzados em Zurique”, disse, pouco depois de considerar satisfatórias as obras do estádio. Ele afirmou ainda que a proximidade do evento com as eleições é uma preocupação dos políticos, e que o legado não é uma responsabilidade da Fifa.
"Trabalhamos juntos há seis anos com o Brasil nesse projeto que é o mais importante para a Fifa, e voltaremos", afirmou, dizendo-se mais preocupado com as obras internas do estádio e dos arredores, do que com as de mobilidade, logo após o vice-prefeito da cidade, Sebastião Melo, reconhecer que muitas não ficarão prontas.
"O importante para a Fifa é o acesso fácil ao estádio, para que as pessoas possam acessar facilmente do aeroporto. Não vou ficar ligando para o prefeito para saber em que pé está a obra, vou deixá-los tranquilos. Uma coisa é a Copa, a outra é o legado, que não é de responsabilidade da Fifa", acrescentou.
Uma coisa é a Copa, a outra é o legado, que não é de responsabilidade da Fifa
Jérôme ValckeSecretário-geral da Fifa
Sobre a possibilidade de manifestações e proximidade com as eleições no ano que vem, Valcke disse que essa "preocupação é maior é dos candidatos, porque todos vão estar com as atenções voltadas à Copa, que vai ser imperdível, mas tenho certeza vamos ter apoio do Brasil", disse referindo-se a segurança dos estádios.
Ao responder uma pergunta sobre uma ação movida pelo Ministério Público, Valcke disse que ações judiciais não devem ser comentadas quando estão em tramitação, "mas estou informado disso. Só acho estranho o timing, uma vez que assinamos o contrato há seis anos".
O presidente do Internacional, Giovani Luigi, disse que um impasse sobre as obras do calçamento externo "já está 70% resolvido". Ele admitiu que ainda falta resolver com a empresa responsável pela obra a questão do calçamento interno.
O dirigente prometeu a entrega do estádio para o final do ano, com jogos do Campeonato Gaúcho em janeiro, e afirmou que uma comissão será formada para acertar os detalhes da inauguração.
"Não cometeremos os mesmos erros de trazer um clube de operários para viajar durante a madrugada e jogar, o Inter terá a dignidade de trazer um clube que representa a envergadura do estádio", disse, alfinetando a inauguração a Arena do Grêmio.
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Operários recebem ingresso simbólico durante visita da Fifa e do COL ao Beira-Rio
Foto: Daniel Favero / Terra
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