terça-feira, 8 de outubro de 2013

Aposentada é dada como morta pela 3ª vez e não recebe

iG Paulista - 08/10/2013 - 11h42 
Miltes Trevisan, de 86 anos: documentos para provar que está viva
Foto: Antonio Trivelin
Miltes Trevisan, de 86 anos: documentos para provar que está viva
A aposentada piracicabana Miltes da Pressi Trevisan, de 86 anos, foi dada como morta, pela terceira vez, pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Consequentemente, está sem receber o pagamento do mês de setembro, que deveria ter sido depositado em sua conta no último dia 1º.

Segundo Miltes, ela estranhou quando percebeu que o dinheiro não tinha sido depositado. Mas, achou que fosse problema do banco, devido ao movimento de greve dos funcionários. 

Com três dias de atraso, entrou em contato com o INSS pelo telefone e foi informada que, ocorreu um erro em um cartório da região Nordeste do Brasil e ela foi dada como morta.

"Esta é a terceira vez que isto acontece. A primeira foi em 2005 e a segunda em 2006. O engraçado é que é sempre na mesma época", revela.

Na tentativa de solucionar o caso, a aposentada permaneceu três horas dentro da agência do INSS em Piracicaba, na tarde de quinta-feira. "Precisei levar toda minha documentação para provar que estou viva".

Apesar da papelada estar correta, o pagamento de Miltes deve ser feito apenas no próximo dia 9. 

"Inclusive, eles disseram que o nome da pessoa que realmente morreu não é o mesmo que o meu. Fico sem entender como isto pode acontecer. Agora, me responde, como eu faço com as minhas contas?", questiona. 

"Hoje, tive consulta médica e só com remédios gastei R$ 104. Estou zerada na minha conta, quero saber como vou fazer com tudo o que devo pagar", acrescenta.

A primeira vez que foi dada como morta, a aposentada estava em Fortaleza e ficou sem dinheiro para pagar a estadia do hotel. 

"Foi um sufoco. Tive que resolver a situação toda por telefone, com o banco em que tenho conta. É constrangedor. E não estou falando apenas por mim. Certamente existem outras pessoas que estão passando pela mesma situação".

O Portal RAC entrou em contato com o INSS e questionou sobre o caso, mas não obteve resposta.

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