domingo, 8 de setembro de 2013

Obama distribui vídeos com ataque por armas químicas

8 de Setembro, 2013
John Kerry, o responsável pelos Negócios Estrangeiros da administração Obama
A administração Obama está a distribuir vídeos que mostram um ataque com armas químicas na Síria para ajudar a convencer os cidadãos americanos e o Congresso de que é necessária uma intervenção militar contra o Governo daquele país, disse este domingo o Secretário de Estado John Kerry.Falando numa conferência de imprensa em Paris, Kerry afirmou que os vídeos deixam claro que o ataque não é algo que os americanos possam ignorar.
Os Estados Unidos acusam o Governo do presidente Bashar al-Assad de usar armas químicas num ataque a 21 de Agosto, e citam relatórios dos serviços secretos que referem pelo menos 1.429 mortos, incluindo mais de 400 crianças. Bashar que, numa entrevista à cadeia de televisão americana CBS que amanhã será transmitida, negou responsabilidades no ataque.
"Estes vídeos mostram às pessoas que estão em causa seres humanos reais, crianças reais, pais afectados de modo inaceitável para qualquer um, em qualquer lugar, por qualquer padrão " defendeu Kerry, que está na Europa para conquistar apoios ao ataque na Síria e para discutir as negociações de paz no Médio Oriente.
Também o principal assessor do presidente Barack Obama veio defender uma "acção limitada e orientada” que impeça al-Assad de realizar ataques com armas químicas, noutra frente de pressão montada para ganhar o apoio de um Congresso dividido e de um povo americano céptico.
Denis McDonough, o Chefe de Gabinete da Casa Branca, afirmou que são provas de "senso comum" e não elementos "irrefutáveis e para lá de qualquer dúvida razoável " que implicam o Governo sírio no ataque com armas químicas que Obama considera exigir uma resposta militar dos EUA.
Entretanto, activistas sírios anunciaram que os rebeldes, incluindo combatentes ligados à Al-Qaeda, conquistaram neste domingo o controle de uma aldeia cristã a nordeste da capital, Damasco. Os meios de comunicação do Governo deram um relato muito diferente da batalha, sugerindo a vitória das forças do regime.
Lusa/SOL

Nenhum comentário:

Postar um comentário