Nokia Asha 501 é "quase smartphone" com bateria de fôlego, mas sem 3G
Aparelho concorre com celulares baratos com sistema Android
Quando se pensa em smartphone da Nokia, logo vêm à mente os aparelhos da linha Lumia , com Windows Phone. Mas a empresa finlandesa também tem uma outra linha de celulares, chamada Asha, composta de aparelhos mais simples e voltada para mercados emergentes. Um dos modelos mais recentes dessa linha é o Asha 501 (R$ 329), que chegou ao Brasil recentemente.
Dá para chamar o Asha 501 de smartphone, mas só com alguma boa vontade. O aparelho tem algumas características de celular inteligente, como a capacidade de rodar aplicativos criados especificamente para ele e tela sensível ao toque.
Por outro lado, o celular não tem recursos obrigatórios mesmo em smartphones básicos, como conexão 3G e GPS. Sendo assim, o público-alvo do celular acaba sendo o de pessoas que querem um aparelho um pouco melhor do que um celular comum apenas para usar serviços muito populares, como Facebook. Confira o teste.
A favor:
- Design atraente
- Sistema rápido e fácil de usar
- Bateria com duração excelente
- Sistema rápido e fácil de usar
- Bateria com duração excelente
Contra:
- Não tem conexão 3G
- Pouca oferta de aplicativos
- Não tem GPS
- Pouca oferta de aplicativos
- Não tem GPS
Design
Um dos pontos altos do aparelho é seu design, que lembra o visual dos aparelhos da linha Lumia. A parte frontal traz apenas um botão físico, com função Voltar. Na lateral direita ficam o botão liga/desliga e o volume. Na parte superior, as conexões microUSB e de fone de ouvido.
A parte traseira é coberta por uma capa de policarbonato, mesmo material usado na linha Lumia. Com tela de 3 polegadas, o Asha 501 consegue ser menor do que alguns aparelhos com tela igual, como o Galaxy Y, por exemplo.
Configuração
O Asha 501 não impressiona em termos de configuração, com apenas 64 MB de RAM. Mas, na prática, isso não faz muita diferença, já que o sistema operacional Asha 501 é muito leve. Nos testes do iG não foram notados engasgos em transições de tela ou rolagem de páginas web. Houve alguns engasgos em aplicativos um pouco mais pesados, como o Facebook, mas nada muito diferente do que ocorre em aparelhos Android básicos.
O aparelho tem suporte para dois chips de operadora, mas vale observar que ele usa chips do tamanho microSIM. Esse tamanho de chip é mais comum em smartphones intermediários e avançados, mas não é usado em celulares básicos (que usam um chip maior, o SIM). Isso pode frustrar quem tem um celular comum e quer começar a usar o Asha 501 na hora, já que será necessário trocar o chip por um de tamanho menor.

Câmera do Asha 501 tem resolução de 3,2 megapixels
A câmera do Asha 501 tem 3,2 megapixels. Ela é suficiente apenas para tirar fotos de qualidade mediana em situações de muito boa luz, mas a fidelidade das cores deixa a desejar. Enfim, quebra um galho pra publicar aquela foto sem compromisso no Facebook, e só.
A falta de conexão 3G é um dos pontos fracos do aparelho. Mesmo considerando que os aplicativos de internet (como navegador e aplicativos do FB e Twitter) já foram criados para reduzir o consumo de dados, a navegação em redes 2G é muito lenta. Em redes Wi-Fi, obviamente, esse problema não existe. O Asha 501 também peca por não ter conexão GPS, o que inviabiliza uso de aplicativos de mapas.
Com resolução de 320 x 240, a tela do Asha 501 não impressiona. Os pixels são visíveis e a detecção do toque também não é a ideal. Em vários momentos durante os testes foi necessário repetir o toque na tela para ativar algum recurso.
Sistema
O Asha 501 roda o Asha 1.0 e o sistema é prático e rápido. O sistema é baseado em três gestos. Deslizar o dedo da esquerda para direita traz a página principal, com todos os aplicativos do usuário.

Sistema Asha tem janela com atividades mais recentes
Um gesto de cima para baixo traz uma tela de notificações com alguns ajustes básicos, similar à tela de notificações do Android, mas mais simples. Nessa tela é possível ativar Wi-Fi, Bluetooth e deixar o telefone no mudo, além de ler mensagens de alguns programas, como o Facebook.
O terceiro gesto, da direita para a esquerda, traz uma tela com todas as atividades recentes do usuário no smartphone. Isso inclui aplicativos abertos, ligações feitas e recebebidas e mensagens enviadas.
O Asha 501 traz ainda alguns detalhes que parecem bobos, mas fazem diferença no cotidiano. Um deles é que, mesmo quando está em descanso, a tela do aparelho exibe as horas. Nada de ter que ativar o celular só para saber que horas são.
Aplicativos e navegação
Este é um quesito em que o Asha 501 fica bem atrás dos rivais. O aparelho vem de fábrica com aplicativos comuns, como navegador, calendário, agenda e contatos, e dois aplicativos de redes sociais populares, Facebook e Twitter. E fica mais ou menos por aí. Não há aplicativos de serviços do Google (Youtube, Drive e outros), Instagram, nem aplicativos de grandes sites de notícias.
Durante os testes, várias tentativas de download de aplicativos deram em erro, com mensagens enigmáticas como "certificado confiável usado para autorizar o aplicativo expirou" ou "os arquivos do aplicativo não podem ser verificados". Esse tipo de erro ocorreu em aplicativos da própria Nokia (Here Maps) e em outros conhecidos, como o LinkedIn e Foursquare.
A navegação na web é uma experiência irregular. Quando o navegador do aparelho é detectado corretamente e a versão móvel do site é exibida, tudo corre bem. Mas, em muitos casos, o navegador do Asha 501 não é reconhecido e o internauta recebe a versão do site convencional, para PC, o que deixa a navegação praticamente impossível. É até possível contornar esse problema digitando diretamente o endereço móvel dos sites, mas dá um trabalhinho a mais. Nos sites visitados pelo iG , mesmo algumas versões móveis não funcionaram muito bem no Asha.
Bateria
Se existe um quesito em que o Asha 501 fica muito à frente de smartphones convencionais é a bateria. Nos testes do iG , com uso moderado, a bateria durou 4 dias. É uma duração impensável para qualquer outro smartphone.
Conclusão
O Asha 501 é, basicamente, uma opção para quem nunca teve um smartphone e quer usar apenas serviços básicos, como navegação na web, Facebook e Twitter.
Com preço sugerido de R$ 329, ele concorre diretamente com aparelhos básicos com Android, que costumam ter preços a partir de R$ 350. Uma grande vantagem do Asha 501 em relação a esses concorrentes é a excelente duração de bateria. Por outro lado, a ausência de 3G, a oferta limitada de aplicativos e a navegação na web capenga podem frustrar quem procura um smartphone um pouco mais versátil.
Ficha técnica
Nokia Asha 501
Preço: R$ 329
Configuração: sistema Asha 1.0, tela de 3 polegadas e resolução de 320 x 240, 64 MB de RAM, 128 MB de memória interna (+ cartão de 4 GB incluso), Wi-Fi, Bluetooth, rádio FM, dual chip, câmera de 3,2 megapixels.
Dimensões (cm): 10 x 5,8 x 1,2
Peso: 98 gramas
Configuração: sistema Asha 1.0, tela de 3 polegadas e resolução de 320 x 240, 64 MB de RAM, 128 MB de memória interna (+ cartão de 4 GB incluso), Wi-Fi, Bluetooth, rádio FM, dual chip, câmera de 3,2 megapixels.
Dimensões (cm): 10 x 5,8 x 1,2
Peso: 98 gramas












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